24 de Dezembro de 2006

Separe-se o trigo do joio

Recentemente fui contactado e entrevistado por dois investigadores do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, que se deslocaram à Suíça para dar seguimento a um projecto de investigação interessantíssimo, cujo objectivo final consiste em alargar a nossa compreensão a respeito de novas formas de mobilidade e da relação dos imigrantes com os países de acolhimento. O estudo pretende mapear práticas transnacionais de migração e produzir conhecimento de modo a delinear políticas destinadas a regular aspectos de integração nas sociedades europeias no futuro próximo. Para potenciar a realização deste objectivo, esse projecto integra-se num consórcio de projectos europeus que reúne um grupo de investigadores possuidores de um vasto conhecimento científico nos domínios do transnacionalismo, estudos migratórios, circulação de migrantes e políticas de integração, designadamente: Michael Eve (Fieri, Torino), Thomas Faist (Comcad, Universidade de Bielefeld), Thomas Lacroix (Miginter, niversité de Poitiers), Marco Martiniello e Hassan Bousetta (Cente d’Études de l’Ethnicité et des Migrations, Universidade de Liège), Rinus Pennixnx (Imes, University Amsterdam) e Gianni D’Amato (Swiss Fórum for Migration).
A análise de diferentes actividades transnacionais, das suas causas e dinâmicas, pressupõe que a equipa portuguesa participante nesse projecto se debruce sobre as práticas do migrantes transnacionais provenientes de Cabo Verde a residir em Portugal e dos migrantes portugueses residentes na Suíça. O projecto combina três tipos de metodologia: análise documental; entrevistas a informadores privilegiados; e histórias de vida a actores transnacionais.
Para o desenvolvimento do projecto, a equipa de investigação portuguesa, constituída pelos investigadores Maria Baganha, José Carlos Marques e Pedro Góis, apresentou um pedido de apoio financeiro à Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, o qual foi recusado por alegada falta de verbas.
Tendo em conta a importância deste projecto, discordo dessa recusa e a reiterada desculpa das dificuldades orçamentais não pode servir para justificar o injustificável. Afinal os fundos do FRI (Fundo para as Relações Internacionais) têm continuado a servir para apoiar inúmeras iniciativas de carácter duvidoso e as políticas dirigidas aos portugueses no estrangeiro devem resultar de projectos e estudos de desenvolvimento social sérios e credíveis.
Se os recursos financeiros são escassos, separe-se o trigo do joio.

22 de Dezembro de 2006

Erros políticos desses pagam-se caro!

Sem a elaboração do necessário estudo técnico para legitimar as decisões políticas que de outro modo serão imediatamente contestáveis, o plano de reestruturação consular proposto pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, parece-me uma medida desconcertada, cujos efeitos colaterais não tardarão a fazer-se sentir negativamente na imagem do governo.
É certo que nos estamos a dar conta de que a alteração demográfica e a concentração urbana das nossas comunidades implicam um novo ordenamento da rede consular portuguesa. Pelo que não ficaria chocado se alguns postos de carreira fossem reclassificados em «Vice-Consulados» ou «Escritórios Consulares», aliás duas figuras previstas na Convenção de Viena sobre Relações Consulares. Como também acharia bem que, em algumas grandes aglomerações urbanas onde continuam a existir inexplicavelmente — trata-se de um desperdício de meios e fundos — dois ou três consulados de carreira, estes fossem fundidos numa única estrutura consular tipo «Loja do Cidadão», desde que se garanta a eficácia e qualidade dos serviços prestados pelas referidas «Lojas do Cidadão» existentes em Portugal.
Já não poderei aceitar que se eliminem pura e simplesmente consulados de carreira, sem se garantir a permanência nesses locais de pelo menos um «Escritório Consular». Por outro lado, a solução dos «Consulados Honorários» — que não passam de baiucas consulares, como já em tempos lhe chamei, onde se misturam negócios privados com serviço de interesse público — não dignificará o Estado e apenas servirá os interesses de alguns barões locais, em detrimento dos emigrantes portugueses.
Cuidado António Braga, erros políticos desses pagam-se caro!

21 de Dezembro de 2006

Cuidado com os falsos pregoeiros

Mais um Natal se aproxima e mais um ano chega ao fim. É tempo de renovar a esperança e de fazer um balanço de tudo o que nos aconteceu. Sem retirar nada à harmonia, à alegria e à paz próprias desta quadra festiva, gostaria de convidar, cada um de vós, a fazer deste Natal, um Natal que nos faça pensar: perante os problemas e os dramas do mundo de hoje, temos de nos interrogar sobre o caminho que a humanidade está a trilhar, sobre as causas dos dramas, sobre os caminhos da justiça e do respeito pelas pessoas, sobre o nosso ideal.
O ano que agora termina deixa algumas marcas negativas àqueles que um dia tiveram que buscar noutros países os meios necessários de subsistência e a possibilidade de concretizarem o anseio de uma vida mais digna. Desde a pobreza e a exclusão social que se acentuam no seio das nossas comunidades, até ao afastamento da protecção consular do Estado — com o anúncio do encerramento de alguns consulados — as comunidades portuguesas no mundo continuam a sentir na carne os efeitos de um distanciamento dos nossos governantes, para quem a universalidade da língua, da cultura e identidade portuguesas representam letra morta.
Apelo a todos os emigrantes portugueses para que mantenham vivos os ideais nobres da justiça, da amizade e da solidariedade, e que as dificuldades passadas nos inspirem a caminhar com mais firmeza; que não se deixem enganar por falsos pregoeiros, que a pretexto da defesa dos interesses dos emigrantes, apenas agridem as instituições e os órgãos do nosso Estado Democrático e espalham a calúnia e o ódio contra pessoas dignas e honradas; que os problemas nos incentivem a procurar solução e a lutar por bons ideais, sem nunca perder a ternura e a generosidade.
Faço votos que o repicar dos sinos deste Natal desperte algumas consciências adormecidas e que o nosso Governo, na complexidade dos problemas, tenha a lucidez necessária para encontrar caminhos mais justos e solidários para as Comunidades Portuguesas no estrangeiro.
Para todos esses portugueses, pelo mundo repartidos, vai a minha saudação especial nesta quadra natalícia. Que para todos vós seja Natal e que o Ano 2007 vos traga a alegria desejada e a concretização das vossas aspirações.

20 de Dezembro de 2006

Só me apetece contar mentiras

De Eduardo Ferreira recebi este Post que é bem elucidativo da pesporrência e falta de isenção do manipulador de serviço do PortugalClub, um distribuidor de mensagens de índole totalitária e salazarento, que de forma recorrente incita os portugueses no estrangeiro ao ódio e ao insulto gratuito contra os governantes e altas figuras do Estado democrático português.

«Sr. Manuel Melo
Veja só a coincidência na postura que o "patrão" Casimiro, tem apresentado. Em Várias oportunidades, mas nesta em particular, se mostrou como "democrata". Junto cópia do texto que remeti ao portugalclub e que foi recusado com as mais esfarrapadas justificações. Por último sugeriu que desvinculasse o meu endereço da lista, ou que ele mesmo se prontificaria a fazê-lo se eu quisesse. Como optei por publicar o texto em "www.viagemaopoder.blogspot.com", com algumas das razões que tão afanosamente ele endereçou, lhe estou a dar conta disto, pois ficou mais claro com a leitura do seu artigo. Só fiquei espantado em ver tal conteúdo publicado. Abraço e saiba que fiquei mais esclarecido com o seu texto, acerca deste "arauto" da libertação ao estilo MRPP de 75.Eduardo Ferreira

«A mim, só me apetece contar mentiras. A verdade é que só vemos o que nos convém. Aos saudosos da “outra senhora”, só lhes apetece o regresso ao tempo de antigamente. Pudera. Quem perdeu privilégios, mordomias, status e notoriedade, só pode ter saudades. Por isso vai continuar a contar mentiras. Antes é que era bom. Antes não havia criminalidade, não havia prisões, não havia fome, não havia portagens, havia “missinha” várias vezes ao dia, havia o véu aceite e imposto às mulheres, na confissão o padre exigia saber se o jovem mancebo já se “masturbava”, ou melhor se já se tocava, se fazia aquelas coisas pecaminosas com o corpo. Se se metia com mulheres da má vida, ou “seria da boa vida”, já que das outras não havia? ...etc., etc.A única solução é contar mentiras, já que a verdade nem sempre agrada. Muito menos a todos. Já alguém se atreveu a fazer a “deslindagem”, da influência que os grupos de pressão, tem sobre a nossa vida por mais insignificantes que possa-mos ser, no quotidiano deste país? Alguém na plena consciência poderá afirmar que o apito dourado e as revelações da “Carolina”, não tem qualquer cabimento? E o TGV? E a OTA? E os negócios com armas, petróleo, tráfico de bens e pessoas, ou até as finanças da Madeira, envolvem ou não, interesses muito poderosos, que fariam corar Madre Teresa de Calcutá? Só me apetece contar mentiras. Ver e ler, alguns dos comentários, que aqui se fazem, (sectarismo puro e primário), que nem vale a pena repudiar de tão escabrosos, e que mais parece tratar-se da promoção duma qualquer “Bíblia Sagrada”, quando comparada com comentários perfeitamente inócuos acerca da barriga cheia dos Portugueses, e que estes sim, recebem fustigada repulsa, de tão superiores e soberanos comentadores. ...Só me apetece contar mentiras. É claro que este país tem que mudar muito. É claro que a democracia tem que evoluir. É claro que os Tribunais funcionam mal. É claro que o governo comete erros imperdoáveis, É claro que cidadãos são enganados e injustiçados no país a até no estrangeiro, mas tudo isso acontece porque nós cidadãos nos esquecemos muitas vezes das nossas obrigações. Essas injustiças, são sempre cometidas por cidadãos. Por pessoas que não tiveram o empenho ou a dedicação necessária. Governantes ou não!Mas também é claro, que os opositores da democracia, são os primeiros a servir-se dela, logo que essa mesma democracia tenta impedi-los de pôr em prática os seus intentos. Aí, a democracia, já não é democrática, já não serve a sociedade. Só me apetece contar mentiras. Vezes demais ficámos à espera que o “Estado” resolva tudo, a todos. Raramente nos perguntámos o que fizemos além da nossa obrigação. Vezes demais nos queixamos da nossa sorte. Mas é impossível negar que quando o cidadão se empenha, a sua colectividade, a sua rua, o seu local de trabalho, ... enfim, a sociedade, vai reflectir essa influência.Agora, se vamos continuar a cuidar sempre do nosso umbigo, é certo e sabido, que nenhuma sociedade secreta, ou não, vai ser capaz de nos dar o que quer que seja. É bem melhor continuar a contar mentiras e a falar de Cuba, USA, URSS, Coreias, Arábias ou Brazis, ou dos “Magistrados”, que querem entrar pela ....”Madeira dentro”.Então é bem melhor fazer como a Fatinha ou as suas amigas, que essas pelo menos tentam não contar mentiras.
Um Bom Natal para “TODOS”, e este desejo é verdadeiro.
PS: Este foi o comentário recente que enviei para publicação no PortugalClub mas que pelos vistos contém pornografia, ofensas graves à religião e vejam só ofende a liberdade e os "costumes", com uso de termos grosseiros contrários à moral de mais de 99% dos Portugueses. Alguém me explique porquê, já que nem sei onde. Pornografia? Onde é que está?Falta de moral? Mas da parte de quem? Abuso de liberdade? E quando se faz promoção das ideologias fascistas ou mesmo dos ideais nazis, isso é o quê? Só me apetece contar mentiras»

Analfabeto, desonesto, hipócrita e manipulador

A história é simples. Um analfabeto pretensioso decide concorrer às eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), arvorando-se no único e legítimo defensor dos emigrantes. Em resposta, os eleitores — que não alinham em patranhas — colocaram o «macaco no devido galho».
Furibundo, o artola alinhava uma lista de endereços electrónicos que vai arrebanhando abusivamente aqui e ali, e começa a destilar repetidamente o seu ódio utilizando epítetos para classificar tudo e todos, particularmente aqueles que não alinham na sua cruzada estúpida e irresponsável. Utiliza o seu brinquedo para dar vivas a Salazar, à PIDE e a outras coisas escabrosas, mas sobretudo para insultar os seus dois alvos preferidos: os conselheiros democraticamente eleitos para o CCP e os Socialistas em geral.
Inicialmente, um grupo de pessoas sérias procurou convencer o dito indivíduo de que esse não era o caminho certo para a promoção da defesa dos interesses das comunidades portuguesas, e que o instrumento por si criado poderia ser útil aos emigrantes se utilizado com seriedade. Foi nessa base que muitos foram dando o seu contributo sério, sempre na esperança de que algo pudesse mudar. Enganaram-se redondamente. Além de burro crónico, o artola é desonesto e manipulador. De vez em quando, telefona a A e a B rogando-lhes apoio para a sua cruzada, mas se a resposta é negativa, utiliza de imediato o seu brinquedo para insultar e enxovalhar as pessoas em causa, ultrapassando sempre os limites da decência e do Direito. É igualmente seu hábito, pronunciar-se sobre tudo e mais alguma coisa, procurando transformar as suas ideias estúpidas numa profissão de fé para os internautas do seu fórum que terão que assumir-se como seus fiéis seguidores, sob pena de serem crucificados na praça pública pelo referido espécimen.
Conhecendo a postura irracional dessa besta, algumas pessoas — poucas diga-se — de forma cobarde e incompreensível, preferem adoptar para com a mesma uma atitude cínica e hipócrita da palmadinha nas costas e do elogio fácil, atribuindo-lhe méritos que nunca conseguiram explicar convenientemente, e que apenas servem para alimentar cada vez mais a irracionalidade desse sinistro personagem, prestando um péssimo serviço aos portugueses no estrangeiro.
Da parte que me toca, continuarei a chamar os bois pelo nome. Como já devem ter compreendido, refiro-me ao cretino do Casimiro Rodrigues e ao seu inóspito PortugalClub.